Terá, Pai de Abraão

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  Foto modificada. Fonte da foto original: imb Terá, Pai de Abraão Terá, pai de Abraão. A Bíblia nos dá poucas informações sobre Terá. Ele chegou em Ur atraído pela prosperidade do lugar, mas além da riqueza, Terá adquiriu os costumes pagãos da região. Era descendente da linhagem de Sem, um dos filhos de Noé. Seus filhos Abraão, Naor e Harã nasceram em Ur.  "E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã.” (Gn 11.26). O filho, Abraão, se casou com a sua meia irmã Sara, o que significa que Terá teve uma filha com outra mulher, essa informação pode ser conferida em Gênesis 20.12. Naor se casou com a sobrinha Milca, filha de Harã, este morreu em Ur. Terá e seus parentes saíram de Ur para ir a Canaã e ao chegarem em Harã habitaram ali. "E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali."  (Gêne

O Fim do Reino de Judá

O Fim do Reino de Judá

O  fim do Reino de Judá

O Reino de Judá também é conhecido como Reino do Sul. No artigo: "Samaritanos e Judeus Adoradores em Conflitos" vimos que Israel era governada por um único rei, mas por conta da idolatria de Salomão Deus puniu Salomão por ter adorado a outros deuses. Então Deus levanta o profeta Aías para revelar a Jeroboão que Ele o havia escolhido para reinar sobre as dez tribos das doze de Israel (1 Reis  11.29-38).


Em 1 Reis 2.1-3, Davi, já no fim da vida, ordena a Salomão que ele ande nos caminhos do Senhor, guarde as leis e siga os mandamentos de Deus para que prospere em tudo o que fizer aonde quer que vá. Ainda assim, Salomão fez o que era mal aos olhos de Deus e não perseverou em seguir o Senhor.



Após a morte de Salomão, a divisão de Israel em dois reinos foi inevitável. O Reino do Norte sob o reinado de Jeroboão ficou com dez tribos e o Reino do Sul (Reino de Judá) ficou com as tribos de Judá e Benjamim sob o domínio de Roboão, filho de Salomão. Roboão juntou os melhores homens das tribos de Judá e Benjamim para retomar as dez tribos que seguiram Jeroboão e o fizeram rei. Todavia Deus interveio através do profeta Semaías e não permitiu que Roboão lutasse com seus irmãos:


 “Não ataquem os seus próprios irmãos, o povo de Israel. Voltem todos para casa! Se tudo aconteceu assim, foi porque eu, o SENHOR Deus, quis. ” Então eles obedeceram à ordem do SENHOR e não foram lutar contra Jeroboão.” (2 Crônicas 11.4).




Os Judeus

Os Judeus são descendentes de Judá, o quarto filho de Jacó e Lia. Judá no hebraico: יְהוּדָה, e no hebraico moderno: Yəhuda. Seu significado é “louvor ao Senhor” Gn 29:35. Jacó antes de morrer abençoou seus filhos, cada um deles recebeu uma bênção específica. Judá foi poderoso e dele veio o soberano, porém a primogenitura foi de José.

"Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos, e dele veio o soberano; porém a primogenitura foi de José." (1 Crônicas 5.2).

A honra e autoridade sobre os irmãos era de direito de Rúben; porém devido ao seu incesto com Bila, uma das concubinas de seu pai, perdeu esse direito. Também foi dito que de Judá descenderia o Messias:
 
O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (Gn 49:10  ARC).
 
A bênção de Jacó a Judá está relatada em Gn 49:8-12. Segundo Joseph Smith “Siló” está associado à raiz de Jessé.



CURIOSIDADES BÍBLICAS:

É interessante a participação de mulheres estrangeiras na genealogia de Jesus que se destacaram nos textos bíblicos: Tamar era cananéia e nora de  Judá, Raabe era cananéia e gerou Boaz (bisavô de Davi), Rute era moabita e gerou Obede (avô do rei Davi) (Mateus 1:1-5).

 

Para aguçar ainda mais a nossa curiosidade: Raabe ocupa lugar de destaque entre  os heróis da fé. Ela foi justificada por ter mostrado a sua lealdade a Deus. Hebreus 11.31.



Israel

Israel era formado por 12 tribos. O primeiro rei foi Saul e reinou por 40 anos, o segundo foi Davi e reinou por 40 anos e o terceiro foi Salomão, que também reinou por 40 anos. Quando Israel foi dividida ficou assim:

Mapa da divisão de  Israel

O Reino do Norte com 10 tribos governadas por Jeroboão da tribo de Efraim. Teve nove dinastias e dezenove reis. Durou aproximadamente 220 anos.
 
O Reino do Sul com duas tribos: Judá e Benjamim governados por Roboão. Teve apenas a dinastia davídica, isto é, os reis foram da linhagem de Davi. Vinte reis reinaram em Jerusalém, capital de Judá, iniciando com Roboão e terminando com Zedequias. Durou aproximadamente 350 anos.
 


A Queda do Reino de Judá

Após uma sequência de 12 reis em Jerusalém, Ezequias, um rei marcado por sua boa índole, reinou por vinte e nove anos e seguiu o exemplo do rei Davi. O primeiro mês do seu reinado reparou as portas e purificou a casa de Deus. Trouxe os sacerdotes e levitas e restaurou a celebração da Páscoa (Cf 2 Crônicas 29.3; 30.5). Proibiu o culto aos deuses pagãos, mandou destruir a serpente de bronze construída na época de Moisés (Cf 2 Reis 18.3-4).



A Bíblia também relata que Ezequias ao ser confrontado pelo rei da Assíria, orou ao SENHOR e Ele o livrou do cerco de Jerusalém. Um anjo enviado por Deus exterminou cento e oitenta e cinco mil soldados assírios durante a noite. Devido a sua obediência, Deus trouxe paz e segurança.



Quando adoeceu, Isaías, enviado por Deus, disse que Ezequias ia morrer, então Ezequias se pôs a orar e Isaías retornou trazendo a mensagem de Deus, que ia acrescentar mais quinze anos à vida do rei. Como prova do cumprimento, Deus atrasou dez graus a sombra do relógio solar construído por Acaz. Apesar dos tantos feitos de Deus na vida de Ezequias, ele cometeu um grande erro ao mostrar os tesouros aos mensageiros da Babilônia. O profeta Isaías o advertiu prevendo o futuro cativeiro dos judeus (Cf Isaías 38.1-8; 39.1-6).



Deus Perdoa Manassés

O rei Manassés na prisão orando a Deus

Manassés tinha doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor. Promoveu a idolatria a Baal, reconstruiu os altares que Ezequias seu pai havia destruído, iniciou práticas de feitiçarias e adivinhações. Inclusive ofereceu seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, registrado no livro de 2 Crônicas 36.3.



Manassés não ouvia os profetas e segundo a tradição oral judaica, "Talmude de Jerusalém", diz que o rei Manassés perseguia Isaías para matá-lo, quando Isaías se escondeu dentro de um cedro, as franjas de sua roupa deflagraram sua presença, então o rei mandou serrar o cedro ao meio causando assim a morte de Isaías.



O livro de 2 Crônicas 33.10-11 relata que Deus repreende Manassés e o povo por não terem dado ouvidos para se arrependerem. E levanta os príncipes do exército do rei da Assíria para prendê-lo. Ele foi levado para Babilônia com ganchos e amarrado com cadeias de bronze.



Manassés se arrepende amargamente dos seus pecados e faz uma oração a Deus de arrependimento. Assim Deus o liberta dos seus pecados e Manassés se torna um rei transformado. Ao voltar da prisão para Jerusalém, removeu os altares de idolatria que havia construído e retirou do templo os objetos profanos; incentivou o sacrifício e a adoração a Deus.


“No seu sofrimento Manassés orou com fervor ao SENHOR, seu Deus; cheio de humildade, ele se arrependeu diante do Deus dos seus antepassados. 

Deus ouviu a sua oração e atendeu o seu pedido, deixando que ele voltasse para Jerusalém e fosse rei de novo. Aí Manassés declarou que o SENHOR é Deus.” (2 Crônicas 33.12-13).



A Invasão

Judeus levados cativos e Jerusalém destruida

Em 2 Reis 20.16-17 o profeta Isaías já havia profetizado acerca do exílio de Judá em Babilônia. Devido a pouca resistência o rei da Babilônia consegue entrar em Jerusalém e levar consigo utensílios do templo além de levar cativas as pessoas intelectuais e o próprio rei Joaquim como prisioneiro. 



Nabucodonosor indica para ocupar o lugar do rei, Jeconias, filho do rei Joaquim, como rei de Judá. Jeconias tinha 18 anos de idade, contudo ele teve o mesmo destino de seu pai. Três meses e 10 dias depois de sua coroação, Nabucodonosor colocou sobre o trono o irmão de Joaquim, Zedequias.



Ele governou em Jerusalém como vassalo¹ da Babilônia e ficou no poder por 11 anos, quando então se rebelou contra Nabucodonosor ao recusar-se a pagar tributos ao rei. O rei da Babilônia ficou furioso e invadiu Jerusalém. Ele saqueou o país levando todas as riquezas e as peças sagradas, além de destruir e atear fogo no templo. Foi o fim do Reino de Judá.





Conclusão


Na verdade, não chegou a ser o fim do Reino de Judá, pois a tribo de Judá ficou cativa na Babilônia por aproximadamente setenta anos como havia profetizado o profeta Jeremias. Creio que esse cativeiro foi pela traição de um povo que esquecera dos feitos de Deus, contudo Deus também puniu o rei da Babilônia, uma nação idólatra, e assim, como Jeremias profetizou a destruição de Jerusalém; também previu o castigo que viria sobre o rei da Babilônia ao se cumprir os setenta anos de cativeiro:


“Toda esta terra ficará arrasada e será um espetáculo horrível. Todas estas nações serão dominadas pelo rei da Babilônia durante setenta anos.


Depois disso, eu castigarei o rei da Babilônia e a sua nação por causa do pecado deles. Destruirei o seu país e o deixarei arrasado para sempre. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.” (Jeremias 25.11-12).

 

Leia: Deus Ajusta Contas com o Rei da Babilônia. Nesse artigo há um resumo da destruição de Jerusalém com mais detalhes.


 


Baseado na Bíblia Sagrada




Por Julio Ferreira Lima


Postado em: 31/05/2019 e atualizado em: 03/06/2021



1. vas·sa·lo

sm
Indivíduo que, na Idade Média, era dependente de um senhor feudal, ao qual estava ligado por juramento de fé e submissão; feudatário, súdito, sujeito.

adj
1 Que depende de outrem, tido como seu superior; subordinado.
2 Que paga tributo a alguém; tributário.
ETIMOLOGIA lat med vassalus



Referências:
Bíblia online: João F.Almeida Cor. E Ver., Fiel

BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª edição. Tradução de J. F. de Almeida. Edição revista e atualizada. Baruerí, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB); São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1999. 1728 p

Referências históricas on-line:

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