Samuel e o Próprio Deus são Rejeitados

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  Lisens:  CC BY SA 4.0 Samuel e o Próprio Deus são Rejeitados (Complemento do artigo anterior) Os filhos de Israel sempre foram ingratos, esquecendo-se das obras de Deus, e de todas às vezes que clamavam por socorro e eram atendidos, agora além de desprezarem Samuel, rejeitaram a soberania de Deus. Já vimos que a mãe de Samuel, Ana, sob os cuidados de Eli, sumo sacerdote e juiz de Israel, entregou seu filho a Deus, e o menino cresceu aprendendo a Palavra de Deus. Samuel começou seu ministério como profeta muito jovem e foi o primeiro profeta de Israel (mencionado na Bíblia - Atos 3.24) e o último juiz. Se ainda não leu o início da história de Samuel, então leia neste artigo 👉 A Fidelidade e a Santidade de Samuel . O Início da Monarquia Samuel exortou o povo a abandonar seus ídolos, aproximar-se mais de Deus e preparar seus corações para o Senhor, que Ele libertará Israel das mãos dos filisteus. Samuel também convocou todo o Israel para congregar em Mizpá, ali houve arrependimento, je

Israel é Liberta Após As Dez Pragas

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Israel é Liberta Após As Dez Pragas

Deus se lembra da aliança que fez com os patriarcas, e após as dez pragas, Ele providência a liberdade de Israel, pois Ele viu a angústia e o sofrimento do seu povo.


No artigo anterior vimos um pequeno resumo sobre José do Egito, filho de Israel, e porque os hebreus foram escravizados pelos egípcios. Também vimos que Deus levantou Moisés para libertar os filhos de Israel. Leia esse artigo aqui 👉 "O clamor dos filhos de Israel".



Moisés tinha oitenta anos, e Arão, oitenta e três. Eles foram falar com Faraó e houve resistência por parte dele. O rei do Egito quer ver um milagre de Deus, Arão joga o cajado ao chão, conforme o Senhor orientou, o cajado se transforma em uma serpente. O rei mandou chamar os sábios e encantadores.



Eles, os sábios do Egito, fizeram o mesmo, porém a serpente de Arão engoliu as serpentes deles. Isso foi vergonhoso para faraó, pois os sábios não foram bem sucedidos, ainda assim, o coração do rei se endureceu, e não os ouviu, como foi dito por Deus (cf Êxodo 7.7-13).



As Dez Pragas

1 - As pragas revelaram o poder e a grandeza do Senhor. A primeira praga atingiu o deus Nilo, uma personificação de Hapi. um deus fertil. Toda a água do Egito se transformou em sangue e os peixes que estavam no rio morreram e a água cheirava mal.


Isso foi um vexame para a religião egípcia, pois os egípcios veneravam algumas espécies de peixes. Apesar disso, o coração do faraó se endureceu, e ele não deu ouvidos a Moisés e a Arão, como o Senhor tinha dito. (cf 7.14-25).




2 - A praga das rãs foi a segunda e atingiu a deusa Heket, simbolizada por uma mulher, que tinha a cabeça de rã. Os egípcios acreditavam que ela tinha um poder criador. Era símbolo da fertilidade e as rãs eram consideradas sagradas para os egípcios. Quando as rãs começaram a invadir o palácio e todos os lugares do Egito, eles creram que Heket estava furiosa. (
cf 8.1-15).


3 - A praga dos piolhos foi a terceira. Arão estende a mão e com a vara fere o pó da terra, como ordenou Deus, e o Egito foi tomado pelos piolhos, surgiram piolhos nos homens e nos animais.



O Egito com todos os seus deuses e a sua sabedoria não conseguiram fazer cessar essa praga nem apelando para Toth, Deus do conhecimento e da sabedoria.


Os próprios magos reconheceram que era o dedo de Deus. Todavia Faraó continuou com o coração endurecido e não quis ouvi-los, conforme dissera o Senhor (cf Êxodo 8.16-19).

4 - A quarta praga foi a das moscas. Foram grandes enxa­mes de moscas que invadiram o palácio e as casas, logo toda terra do Egito foi arruinada pelas moscas. No entanto, Deus fez distinção entre os egípcios e o povo dEle, apenas as casas dos hebreus na terra de Gósen não foram afetadas pelas moscas (cf Êxodo 8:22-24).





5 - A quinta praga foi a das pestes nos animais. O rei foi avisado de que Deus trará uma praga terrível sobre os animais: os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas. Outra vez o Senhor faz distinção entre os rebanhos de Israel e os do Egito.



Nenhum ani­mal dos israelitas foi abatido pelas pragas. As formas de adoração mais populares que havia no Egito foram atingidas, principalmente o touro Ápis, em egípcio Hep, que era o touro sagrado de Mênfis, em alguns momentos era relacionado ao deus-sol Rá.



A vaca Hator, foi uma das principais divindades celestiais que protegia o Egito e as gestantes, também era mãe simbólica dos faraós. Novamente o coração de faraó se endureceu e ele não deixou o povo ir.
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6 - A sexta praga foi a das úlceras, com essa praga os magos retiraram-se feridos por tumores, derrotados e envergonhados, pois já estavam fracos e não aguentaram mais. Conforme o Senhor havia dito a Moisés, Deus endureceu o coração do Faraó e ele não atendeu Moisés.



7 - A sétima praga foi a chuva de pedras. Deus ainda mostrou misericórdia avisando aos egípcios para se protegerem. Alguns egípcios temeram a Palavra de Deus e obedeceram, mas os que não deram ouvidos à Palavra de Deus, tiveram seus animais e servos feridos, além das perdas. As árvores e a vegetação foram queimadas, somente na terra de Gosén não houve saraiva.



Faraó permite mais uma vez a partida dos hebreus e é a primeira vez que faraó confessa sua culpa, mesmo não acreditando no arrependimento de Faraó, Moisés ora a Deus e Ele faz parar a chuva de pedras.



8 - A oitava praga foi a dos gafanhotos. Ela devastou toda vegetação que sobrou da terrível chuva de pedras. Um vento passou seguido de numerosos gafanhotos devorando tudo que faraó possuía. Novamente ele permitiu a partida dos hebreus, contudo quando a praga cessou, faraó voltou atrás.




9 - A nona praga foi as trevas, segundo a crença dos egípcios, quando o sol sumia no horizonte iniciava uma grande batalha dos deuses contra Apófe, a serpente do mal. Apófe ou Apep era um ser muito mal e era proibido adorá-lo em todo o Egito.



Todos os deuses se reuniam e até aqueles que eram inimigos, uns dos outros, se juntavam para defender o deus sol contra o poder das trevas e garantir a travessia do sol pela escuridão para que ele renasça no outro dia. Essa escuridão significou a derrota dos deuses para Apófe, segundo a imaginação dos egipcios.



10 - A décima praga foi a morte dos primogênitos de homens e animais. A morte de todos os primogênitos, inclusive a do filho do rei, foi inevitável. Para que o anjo da morte livrasse os primogênitos dos filhos dos hebreus, teria que ter a marca do sangue do cordeiro nos portais das casas.



Essa foi a última praga e Faraó liberou os hebreus. Os egípcios expulsaram Israel, pois estavam com medo de morrerem. Imagino que muitos egípcios creram no poder de Deus e uniram-se aos hebreus para cultuarem o único Deus de Israel, logo foram salvos da morte pelo sangue do cordeiro.

"E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado." (Êxodo 12.38).



O homem tem a escolha dele, Deus quer que as pessoas sejam livres, mas para isso ser possível, é necessário abrir o coração para o Senhor. A escolha deve ser única e exclusivamente de cada um, porque Deus não é tirano nem quer nos fazer marionete. Ele é justo.


"O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto." (Provérbios 22:8).








Conclusão


Faraó afrontou ao Senhor quando o questionou com essas palavras: "Quem é o Senhor cuja voz eu ouvirei?" (Êxodo 5.2). A arrogância do rei não o permitiu reconhecer que a superioridade de Deus estava acima de qualquer autoridade.


"Quem não te temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto só a ti pertence; porquanto entre todos os sábios das nações, e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti." (Jeremias 10.7).



Baseado na Bíblia Sagrada



Por Julio Ferreira Lima



👉 Leia também: "Uma Descendência Ameaçada", "O Fim do Reino de Judá" e "José, de Escravo a Governador do Egito"






Referências dos textos Bíblicos:

Almeida Corrigida Fiel - ACF (Bíblia Online)



Referência Bibliográfica

BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª edição. Tradução de J. F. de Almeida. Edição revista e atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB); São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1999. 1728 p

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