Deus Rejeita Saul Como Rei de Israel

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Atribuição: Ernst Josephson, Public domain, via Wikimedia Commons Deus Rejeita Saul Como Rei de Israel Israel saiu do sistema de governo teocrático para o monárquico. O primeiro rei foi Saul, ele teve um início brilhante, todavia a rebeldia invadiu o coração de Saul e Deus o rejeitou como rei. Neste blog há informações que relatam desde os tempos dos juízes até Samuel, o último juiz. Quem era Saul? Saul da tribo de Benjamim, filho de Quis, seu nome tem origem no nome hebraico Chaul, derivado do verbo cha’al, que quer dizer “pediu, solicitou, orou por”. Também era o nome original em hebraico do apóstolo Paulo.  Os filhos de Saul eram: Jonatas, Isvi e Malquisua. As filhas: Merebe e Mical, mais nova. Sua mulher chamava-se Ainoã, filha de Aimaãs. O comandante do exército de Saul era Abner, filho de Ner, seu tio. Como Saul se Tornou Rei de Israel Para conhecer a história de Saul precisamos saber como ele se tornou rei de Israel.  Samuel foi sacerdote e juiz, ele liderou Israel sob a orienta

Israel é Liberta Após As Dez Pragas

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Israel é Liberta Após As Dez Pragas

Deus se lembra da aliança que fez com os patriarcas, e após as dez pragas, Ele providência a liberdade de Israel, pois Ele viu a angústia e o sofrimento do seu povo.


No artigo anterior vimos um pequeno resumo sobre José do Egito, filho de Israel, e porque os hebreus foram escravizados pelos egípcios. Também vimos que Deus levantou Moisés para libertar os filhos de Israel. Leia esse artigo aqui 👉 "O clamor dos filhos de Israel".



Moisés tinha oitenta anos, e Arão, oitenta e três. Eles foram falar com Faraó e houve resistência por parte dele. O rei do Egito quer ver um milagre de Deus, Arão joga o cajado ao chão, conforme o Senhor orientou, o cajado se transforma em uma serpente. O rei mandou chamar os sábios e encantadores.



Eles, os sábios do Egito, fizeram o mesmo, porém a serpente de Arão engoliu as serpentes deles. Isso foi vergonhoso para faraó, pois os sábios não foram bem sucedidos, ainda assim, o coração do rei se endureceu, e não os ouviu, como foi dito por Deus (cf Êxodo 7.7-13).



As Dez Pragas

1 - As pragas revelaram o poder e a grandeza do Senhor. A primeira praga atingiu o deus Nilo, uma personificação de Hapi. um deus fertil. Toda a água do Egito se transformou em sangue e os peixes que estavam no rio morreram e a água cheirava mal.


Isso foi um vexame para a religião egípcia, pois os egípcios veneravam algumas espécies de peixes. Apesar disso, o coração do faraó se endureceu, e ele não deu ouvidos a Moisés e a Arão, como o Senhor tinha dito. (cf 7.14-25).




2 - A praga das rãs foi a segunda e atingiu a deusa Heket, simbolizada por uma mulher, que tinha a cabeça de rã. Os egípcios acreditavam que ela tinha um poder criador. Era símbolo da fertilidade e as rãs eram consideradas sagradas para os egípcios. Quando as rãs começaram a invadir o palácio e todos os lugares do Egito, eles creram que Heket estava furiosa. (
cf 8.1-15).


3 - A praga dos piolhos foi a terceira. Arão estende a mão e com a vara fere o pó da terra, como ordenou Deus, e o Egito foi tomado pelos piolhos, surgiram piolhos nos homens e nos animais.



O Egito com todos os seus deuses e a sua sabedoria não conseguiram fazer cessar essa praga nem apelando para Toth, Deus do conhecimento e da sabedoria.


Os próprios magos reconheceram que era o dedo de Deus. Todavia Faraó continuou com o coração endurecido e não quis ouvi-los, conforme dissera o Senhor (cf Êxodo 8.16-19).

4 - A quarta praga foi a das moscas. Foram grandes enxa­mes de moscas que invadiram o palácio e as casas, logo toda terra do Egito foi arruinada pelas moscas. No entanto, Deus fez distinção entre os egípcios e o povo dEle, apenas as casas dos hebreus na terra de Gósen não foram afetadas pelas moscas (cf Êxodo 8:22-24).





5 - A quinta praga foi a das pestes nos animais. O rei foi avisado de que Deus trará uma praga terrível sobre os animais: os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas. Outra vez o Senhor faz distinção entre os rebanhos de Israel e os do Egito.



Nenhum ani­mal dos israelitas foi abatido pelas pragas. As formas de adoração mais populares que havia no Egito foram atingidas, principalmente o touro Ápis, em egípcio Hep, que era o touro sagrado de Mênfis, em alguns momentos era relacionado ao deus-sol Rá.



A vaca Hator, foi uma das principais divindades celestiais que protegia o Egito e as gestantes, também era mãe simbólica dos faraós. Novamente o coração de faraó se endureceu e ele não deixou o povo ir.
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6 - A sexta praga foi a das úlceras, com essa praga os magos retiraram-se feridos por tumores, derrotados e envergonhados, pois já estavam fracos e não aguentaram mais. Conforme o Senhor havia dito a Moisés, Deus endureceu o coração do Faraó e ele não atendeu Moisés.



7 - A sétima praga foi a chuva de pedras. Deus ainda mostrou misericórdia avisando aos egípcios para se protegerem. Alguns egípcios temeram a Palavra de Deus e obedeceram, mas os que não deram ouvidos à Palavra de Deus, tiveram seus animais e servos feridos, além das perdas. As árvores e a vegetação foram queimadas, somente na terra de Gosén não houve saraiva.



Faraó permite mais uma vez a partida dos hebreus e é a primeira vez que faraó confessa sua culpa, mesmo não acreditando no arrependimento de Faraó, Moisés ora a Deus e Ele faz parar a chuva de pedras.



8 - A oitava praga foi a dos gafanhotos. Ela devastou toda vegetação que sobrou da terrível chuva de pedras. Um vento passou seguido de numerosos gafanhotos devorando tudo que faraó possuía. Novamente ele permitiu a partida dos hebreus, contudo quando a praga cessou, faraó voltou atrás.




9 - A nona praga foi as trevas, segundo a crença dos egípcios, quando o sol sumia no horizonte iniciava uma grande batalha dos deuses contra Apófe, a serpente do mal. Apófe ou Apep era um ser muito mal e era proibido adorá-lo em todo o Egito.



Todos os deuses se reuniam e até aqueles que eram inimigos, uns dos outros, se juntavam para defender o deus sol contra o poder das trevas e garantir a travessia do sol pela escuridão para que ele renasça no outro dia. Essa escuridão significou a derrota dos deuses para Apófe, segundo a imaginação dos egipcios.



10 - A décima praga foi a morte dos primogênitos de homens e animais. A morte de todos os primogênitos, inclusive a do filho do rei, foi inevitável. Para que o anjo da morte livrasse os primogênitos dos filhos dos hebreus, teria que ter a marca do sangue do cordeiro nos portais das casas.



Essa foi a última praga e Faraó liberou os hebreus. Os egípcios expulsaram Israel, pois estavam com medo de morrerem. Imagino que muitos egípcios creram no poder de Deus e uniram-se aos hebreus para cultuarem o único Deus de Israel, logo foram salvos da morte pelo sangue do cordeiro.

"E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado." (Êxodo 12.38).



O homem tem a escolha dele, Deus quer que as pessoas sejam livres, mas para isso ser possível, é necessário abrir o coração para o Senhor. A escolha deve ser única e exclusivamente de cada um, porque Deus não é tirano nem quer nos fazer marionete. Ele é justo.


"O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto." (Provérbios 22:8).








Conclusão


Faraó afrontou ao Senhor quando o questionou com essas palavras: "Quem é o Senhor cuja voz eu ouvirei?" (Êxodo 5.2). A arrogância do rei não o permitiu reconhecer que a superioridade de Deus estava acima de qualquer autoridade.


"Quem não te temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto só a ti pertence; porquanto entre todos os sábios das nações, e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti." (Jeremias 10.7).



Baseado na Bíblia Sagrada



Por Julio Ferreira Lima



👉 Leia também: "Uma Descendência Ameaçada", "O Fim do Reino de Judá" e "José, de Escravo a Governador do Egito"






Referências dos textos Bíblicos:

Almeida Corrigida Fiel - ACF (Bíblia Online)



Referência Bibliográfica

BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª edição. Tradução de J. F. de Almeida. Edição revista e atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB); São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1999. 1728 p

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