Tamar, Sua Ousadia e Sua Verdadeira Nacionalidade

Tamar, sua ousadia e sua verdadeira nacionalidade
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Tamar, Sua Ousadia e Sua Verdadeira Nacionalidade

A história de Tamar, a nora de Judá, é uma narrativa intrigante e corajosa que se desenrola nas páginas da Bíblia. Seu papel ousado e determinado para fazer parte do povo de Israel e sua verdadeira nacionalidade são aspectos que merecem uma análise mais profunda.
 
A proposta deste artigo é de explorar a vida de Tamar, destacando sua coragem, astúcia e o contexto histórico em que suas ações ocorreram.

Contexto Histórico

Tamar é introduzida nas Escrituras Sagradas no Livro de Gênesis, no Antigo Testamento. Ela se torna parte da narrativa genealógica da linhagem de Judá, um dos filhos de Jacó, que se destaca como uma figura central na história de Israel.

O contexto histórico revela uma sociedade patriarcal, onde as questões de descendência e herança eram fundamentais.

A Ousadia de Tamar

A ousadia de Tamar se destaca quando ela se encontra em uma situação difícil após a morte de seu marido, Er, filho de Judá.

A prática do levirato, em que o irmão deveria se casar com a viúva para garantir a continuidade da linhagem, era uma tradição importante na época.

Porém, Onã, o segundo filho de Judá, não quis produzir descendência para seu irmão, o que não era bom aos olhos do Senhor, por isso o Senhor o matou.

Apesar de, inicialmente, Judá ter instruído sua nora a esperar até que seu filho mais novo atingisse a idade adequada para o casamento, ele não cumpriu sua promessa de dar seu filho mais novo como marido.

Diante dessa situação, Tamar demonstra coragem ao elaborar um plano astuto para garantir sua posição na linhagem de Judá. Vestindo-se de maneira diferente, ela se disfarça, cobrindo seu rosto, e consegue atrair a atenção de Judá.

Essa ação não convencional, embora questionável, revela a determinação de Tamar em buscar justiça e garantir sua participação na descendência de Judá.


As Evidências da Verdadeira Nacionalidade de Tamar

Embora a coragem de Tamar seja amplamente reconhecida, a sua verdadeira nacionalidade continua a ser um tema de debate. Algumas interpretações propõem que a sua origem possa ser de fora de Israel, sendo potencialmente descendente de cananeus.

Esta hipótese é apoiada pelo fato de Judá ter tomado esposa para Er, seu primogênito, na cidade de Adulão, essa prática era comum na época.
 
Evidências adicionais podem ser encontradas em Gênesis 38:1-2, onde é mencionado que Judá hospedou-se na casa de Hira, que era aduanita da cidade de Adulão. 

Esta cidade é identificada em Josué 12:15 como uma das cidades reais dos cananeus, fornecendo apoio adicional para a noção da origem não-israelita de Tamar.

Essa possibilidade levanta questões fascinantes sobre a diversidade étnica e cultural na história de Israel. A inclusão de personagens não israelitas em genealogias importantes destaca a complexidade das relações sociais e a formação do povo de Israel como uma comunidade diversificada.

Informações Complementares

Er, era o primogênito de Judá, e mau aos olhos do Senhor, ele morreu logo após o casamento.

Tamar, sua origem hebraica “Thamar” significa "palmeira". Sua nacionalidade provavelmente cananeia. Ela enganou Judá para que ele tivesse relações sexuais com ela e engravidou de Judá e deu à luz a gêmeos, Perez e Zerá. Também está incluída na genealogia de Jesus.

Onã, o segundo filho de Judá, o pai o fez tomar Tamar como esposa e levantar descendência para seu irmão. Onã derramava sua semente no chão para não engravidar Tamar. Deus o matou por isso.

Judá, prometeu a Tamar que Selá, seu terceiro filho, a tomaria como esposa quando ele fosse mais velho. Judá não deu Selá para se casar com Tamar.

Conclusão

Tamar, a nora de Judá, emerge como uma figura intrigante na história de Israel, demonstrando coragem e ousadia diante das circunstâncias desfavoráveis.
 
Sua narrativa não apenas destaca as complexidades da sociedade patriarcal da época, mas também levanta questões sobre a verdadeira nacionalidade dos personagens bíblicos.

Ao explorar a história de Tamar, somos desafiados a reconsiderar nossas percepções sobre a identidade e inclusão na formação do povo de Israel.

Sua ousadia ressoa através dos séculos, lembrando-nos da importância de questionar normas sociais injustas e buscar justiça, independentemente de origens étnicas ou culturais.

Nota: Este artigo é uma resposta ao comentário feito no artigo deste blog intitulado: Tamar, Uma Cananeia Justa. Apenas para esclarecer que eu não afirmei que ela é cananeia, mas há certos indícios que sugerem que ela pode, sim, ser uma cananeia.

Leia este artigo aqui 👉 Tamar, Uma Cananeia Justa

Leia também a história dessa descendência  👉 Uma Descendência Ameaçada,

Baseado na Bíblia Sagrada


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Referência 

BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª edição. Tradução de J. F. de Almeida. Edição revista e atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB); São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1999. 1728 p

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