Samuel e o Próprio Deus são Rejeitados

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  Lisens:  CC BY SA 4.0 Samuel e o Próprio Deus são Rejeitados (Complemento do artigo anterior) Os filhos de Israel sempre foram ingratos, esquecendo-se das obras de Deus, e de todas às vezes que clamavam por socorro e eram atendidos, agora além de desprezarem Samuel, rejeitaram a soberania de Deus. Já vimos que a mãe de Samuel, Ana, sob os cuidados de Eli, sumo sacerdote e juiz de Israel, entregou seu filho a Deus, e o menino cresceu aprendendo a Palavra de Deus. Samuel começou seu ministério como profeta muito jovem e foi o primeiro profeta de Israel (mencionado na Bíblia - Atos 3.24) e o último juiz. Se ainda não leu o início da história de Samuel, então leia neste artigo 👉 A Fidelidade e a Santidade de Samuel . O Início da Monarquia Samuel exortou o povo a abandonar seus ídolos, aproximar-se mais de Deus e preparar seus corações para o Senhor, que Ele libertará Israel das mãos dos filisteus. Samuel também convocou todo o Israel para congregar em Mizpá, ali houve arrependimento, je

O Retorno a Sião

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O Retorno a Sião 

Antes de relatar o retorno dos judeus a Sião, Jerusalém, vamos fazer uma pequena retrospectiva. O sistema de governo de Israel era Teocrático¹, os profetas, sacerdotes e juízes transmitiam a vontade de Deus a seu povo, todavia o povo queria um rei, até deu motivos aprazíveis que justificava o seu pedido, na verdade, queria ser igual as nações vizinhas, desprezando Samuel² e o próprio Deus (Cf 1 Samuel 8.6-7).



O Senhor deu um rei, o mais forte e belo da parada, homem pra ninguém botar defeito, contudo impôs uma condição: o rei teria que governar obedecendo aos comandos de Deus. Saul, escolhido pela vontade permissiva de Deus³,  foi ungido por Samuel e, por 2 anos, foi um rei exemplar. A desobediência de Saul após esses dois anos fez com que Deus se arrependesse de o haver constituído rei de Israel. 

“…E o Senhor se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel(1 Samuel 15.35).


Deus manda Samuel ungir Davi, um jovem que cuidava das ovelhas do pai, enfrentou um leão e um urso para defender as ovelhas do seu pai; e em nome do Senhor dos exércitos derrotou o gigante que estava afrontando o exército de Israel (Cf 1 Samuel 17.58). Davi foi escolhido para ser rei. Um homem segundo o coração de Deus.

Após a morte de Davi, seu filho Salomão reina em seu lugar. Deus deu sabedoria, fama e riquezas a Salomão, o seu reino foi marcado por grandes obras. Inclusive o Templo do Senhor, mais conhecido como Templo de Salomão, contudo Salomão se desviou dos caminhos de Deus e se voltou para a idolatria.


Como punição, após a morte de Salomão, Deus rasgou o reino de Israel deixando apenas as tribos de Judá e Benjamim com o filho Roboão, porque em 1 Reis 11.36 Ele disse que não queria que a lâmpada de Davi se apagasse. Assim, os reis da tribo de Judá foram todos da linhagem de Davi.

As outras dez tribos do Norte tiveram como rei Jeroboão e todos os reis eram de dinastias distintas. Essas tribos, após serem levadas cativas pela assíria, desapareceram. Veja sobre essas dez tribos neste artigo "As Tribos do Reino de Israel Desapareceram?" 


A Queda e o Cativeiro de Judá

O Reino de Judá passou por muitos reis, alguns bons outros nem tanto, Deus levantou o profeta Jeremias com mensagens duras, ele anunciava o juízo divino, porque o povo transgrediu as leis divinas e permaneceu em sua rebelião contra Deus. 


Nabucodonosor foi um rei idólatra que Deus usou para levar os Judeus cativos à Babilônia. Apesar de Deus ter usado Nabucodonosor para castigar a Tribo de Judá, Ele também levanta Ciro para libertar os Judeus do cativeiro babilônico. Leia o artigo "Deus Ajusta Contas com o Rei da Babilônia".



Ciro, Ungido de Deus

É incrível como Deus usou os profetas Jeremias e Isaías para profetizar o destino da tribo de Judá, inclusive o fim do Império babilônico

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos” (Jeremias 25.11).


“Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas” (Jeremias 25.12).



Os generais Ciro da Pérsia e Dario da Média, aproveitaram a festa que estava sendo realizada no Palácio e desviaram o curso do rio Eufrates. Desceram pelo rio que cruzava a cidade, entraram no palácio de verão, mataram o rei e dominaram a Babilônia. Naquela noite a profecia de Isaías se cumpriu, 150 anos antes do nascimento de Ciro:

“ASSIM diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão” (Isaías 45.1).





O Retorno


Nos livros de Esdras e Neemias vemos o agir de Deus em favor do seu povo ​​para cumprir o seu propósito de redenção. O assunto que mais se destaca nessas narrativas é a reconstrução da casa de Deus. Ciro, o persa, conquistou a Babilônia em 539 aC. O decreto de Ciro, em 538 aC tinha o propósito de reconstruir "a casa do Deus de Israel".

Os líderes das famílias de Judá e Benjamim; os sacerdotes, os levitas e todos cujo espírito de Deus despertou o desejo de edificar a casa do Senhor subiram a Jerusalém. Os que ficaram contribuíram voluntariamente com objetos de prata, ouro, gados e bens valiosos para a casa de Deus.


O rei Ciro entregou os utensílios da casa do Senhor que foram retirados de Jerusalém por Nabucodonosor. O total de todos os utensílios de ouro e de prata foram cinco mil e quatrocentos. (Cf Esdras 1- 6).



Houve várias caravanas de exilados que retornaram, mas duas  expedições importantes foram registradas logo depois que o decreto foi emitido, a primeira foi liderada por Zorobabel e ocorreu em 537 aC. A data mais propícia para o segundo retorno liderado por Esdras é 458 aC. 



Em 445 aC,13 anos depois de Esdras, Neemias chega em Jerusalém (Cf Neemias 2,1). Ele comandou a reconstrução dos muros. Neemias foi copeiro do rei persa Artaxerxes I e se tornou governador de Jerusalém, está registrado no livro de Neemias da Bíblia Sagrada.





Conclusão


Os cativos foram humilhados, escravizados e passaram um longo tempo de sofrimento e dor, mas as promessas de Deus de libertar o seu povo se cumpriram e os cativos retornaram a Sião com cânticos de Júbilo. O Salmo 126 retrata muito bem esse feito grandioso de Deus.


"QUANDO o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.

Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres" (Sálmos 126.1-3).



Baseado na Bíblia Sagrada



Por Julio Ferreira Lima



Informações:


1 - teocrático, adjetivo - relativo à teocracia

é um termo de origem grega que significa “governo divino”. 


2 - Samuelfoi o último juiz e o primeiro profeta de Israel e ungiu os dois primeiros reis, Saul e Davi.


3 - vontade permissiva de Deus - é quando Deus permite, contra a sua vontade, que o ser humano tenha a sua forma própria de agir, mesmo que seja contrária a vontade de Deus.



Referências:


ACF Almeida Corrigida Fiel - Bíblia Online



BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª edição. Tradução de J. F. de Almeida. Edição revista e atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB); São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1999. 1728 p





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